Brasília ? Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas tomam na próxima quinta-feira (8) o depoimento do suposto líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Camacho ? o Marcola. Está prevista a ida de 11 dos 25 deputados da CPI ao presídio de Presidente Bernardes no interior de São Paulo, onde Marcola está preso.

Embora alguns deputados defendessem a realização do depoimento no foro criminal de Barra Funda, na capital paulista, a maioria dos membros da comissão preferiu ouvir Marcola no interior do estado, onde ele está preso em presídio de segurança máxima.

Segundo o presidente da CPI, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), o deslocamento do preso causaria transtornos para a população da capital, que ainda está chocada com os últimos ataques de violência. Torgan informou que o esquema de segurança a ser montado para o depoimento será normal e que não haverá nenhuma medida especial.

Em princípio, chegou-se a cogitar o comparecimento de Marcola para depor na própria CPI, na Câmara dos Deputados. A idéia não foi aceita e o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), avisou aos integrantes desta CPI e de outras que nenhum preso poderá prestar depoimentos nas dependências da Câmara.