O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com apoio da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), está abrindo espaços para a participação do couro brasileiro no mercado internacional, em especial nos segmentos de maior valor agregado.

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Por meio do Programa Brasileiro para Expansão da Exportação de Couro, também denominado Brazilian Leather, as duas entidades reforçam e viabilizam a presença de empresas nacionais em feiras e exposições internacionais.

O objetivo estratégico do programa é aumentar os embarques de couros do País, de US$ 1,5 bilhão apurados em 2005 para US$ 2,4 bilhões até 2008, em um negócio em que a cadeia coureiro-calçadista movimenta mais de US$ 44 bilhões no mundo, segundo dados da ONU de 2001.  

?O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de couros, e uma abordagem comercial mais agressiva, por meio do programa Brazilian Leather, respalda o esforço de abrir mercados para os produtos acabados, gerar divisas para o País e criar novos postos de trabalho?, afirma o presidente do CICB, Umberto Cilião Sacchelli.

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De fato, o desempenho das exportações do setor atesta o sucesso da iniciativa. Os embarques de couros até outubro somaram US$ 1,51 bilhão ? receita 32% superior a igual período de 2005 ?, devendo totalizar US$ 1,8 bilhão no ano, com embarques ao redor de 35 milhões de peças, calcula o presidente da entidade.

Uma das principais estratégias de ação é o apoio às empresas do setor para participar em feiras, mostras e exposições internacionais, promovendo maior visibilidade dos produtos brasileiros e proporcionando a oportunidade de contato e de negócios diretos com grandes importadores.

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 Como resultado desta estratégia, nada menos do que 66 indústrias curtidoras marcaram presença em seis feiras internacionais realizadas este ano: India International Leather Fair, em Chennai, Índia; Asia Pacific Leather Fair, em Hong Kong; Shoes & Leather, em Gungzhou, China; All China Leather Exibition, em Xangai, China; Le Cuir a Paris, em Paris, França, e Lineapelle, em Bolonha, Itália.

Outro esforço realizado pelo CICB, em parceria com a Apex-Brasil e com a Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul, foi o Projeto Comprador, cujo objetivo é estreitar o intercâmbio comercial entre os curtumes nacionais e os importadores. O projeto, realizado durante a 30ª Fimec (Feira internacional de couros) e a 7ª Courovisão (maior mostra de tendências do setor coureiro-calçadista), em Novo Hamburgo, RS, trouxe empresas dos Estados Unidos, Vietnã, Coréia do Sul, Índia e de vários países da América do Sul, para conhecer o parque industrial coureiro-calçadista.
 
?Com iniciativas dessa natureza, o couro nacional reafirma a posição de liderança do Brasil no cenário internacional e abre a oportunidade para que um maior número de empresas passe a atuar no mercado externo, contribuindo para a balança comercial do País?, diz o presidente do CICB, Umberto Sacchelli.  

O CICB representa as 800 empresas que atuam na produção e processamento de couros espalhadas em todo o território nacional, empregam 44,7 mil pessoas e movimentam cerca de US$ 2,5 bilhões.