Rio ? A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá concentrar as fiscalizações este ano nos casos de denúncias de empresas que não obedeçam as regras estabelecidas pelo regulador. Segundo o presidente interino da Anatel, Plínio Aguiar Júnior, a redução das ações decorre do corte do orçamento apontado pelo Ministério das Comunicações.

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Aguiar disse hoje (26) na Associação Comercial do Rio de Janeiro que, até ontem, quando se encontrou com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, não estava definida a magnitude do corte. Ele explicou que o pleito inicial apresentado pela Anatel era de um orçamento para 2006 em torno de R$ 500 milhões, "mas depois deliberou-se que seria adequado se ficasse na faixa de R$ 400 milhões".

O que há, de fato, conforme revelou o presidente da Anatel, são cerca de R$ 115 milhões para despesas de pessoal e R$ 105 milhões de custeio. "Investimento é quase zero", afirmou. O orçamento de R$ 500 milhões previa meta de um milhão de horas de fiscalização em todo o país, nas áreas de telecomunicações fixa, móvel, rádio e televisão, entre outras. "Isso é muito caro e com essa redução não vamos conseguir isso de jeito nenhum", avaliou.

Há possibilidade de o corte do ministério ser definido ainda hoje. "Aí teremos que replanejar o nosso orçamento". Aguiar Júnior afirmou que o setor de fiscalização será o mais prejudicado pelo corte de receita, porque se trata da "área fim" da agência.

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As receitas que alimentam o funcionamento da Anatel são oriundas do ministério, do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) e da própria agência.

Aguiar Júnior deverá deixar o cargo no início de junho, quando será indicado pelo presidente da República o novo titular da Anatel para um mandato de um ano.

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