O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou nesta segunda-feira (07), durante palestra concedida em São Paulo, que a corrente de comércio brasileira deve chegar ou ultrapassar os US$ 220 bilhões em 2006. De acordo com Furlan, o número é duas vezes superior ao registrado em 2002, antes do início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o volume total de exportações mais importações chegou a US$ 107 bilhões. Se confirmada a projeção do Ministério de que as exportações atingirão US$ 132 bilhões neste ano, as importações somarão US$ 88 bilhões.

"Imaginamos que a balança comercial do Brasil ficará superavitária, talvez não nos US$ 45 bilhões de hoje, o que não é necessário, mas certamente na casa das dezenas de bilhões de dólares", afirmou Furlan, ressaltando, entretanto, que o Ministério prevê uma alta contínua das exportações.

Durante a palestra concedida em almoço promovido pela Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas o ministro também ressaltou que o Brasil atualmente participa com 1,2% do total de insumos comercializados no globo, porcentual que para ele deve continuar crescendo, haja vista os acordos comerciais que o Brasil tem fechado ao redor do mundo. Ele ainda destacou que o ingresso do México no Mercosul, fato acertado na última visita do presidente mexicano Vicente Fox ao Brasil, deve ocorrer nos próximos 12 meses.

Ainda de acordo com Furlan, os acertos com Peru, Colômbia e as outras nações do Cone Sul têm progredido, e hoje o comércio brasileiro com os países latino-americanos já supera o registrado entre o Brasil e a Europa e também com os Estados Unidos.