Familiares, amigos e parlamentares acompanharam o enterro do ambientalista Dionísio Júlio Ribeiro Filho na manhã desta quinta-feira (24), no cemitério de Ricardo de Albuquerque, na zona Norte do Rio de Janeiro.

A ambientalista Yatamalo Paritintins, que também trabalhava na defesa da Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu, disse que Dionísio havia mudado alguns hábitos por causa das ameaças que vinha recebendo. Segundo ela, o ambientalista teria organizado um dossiê denunciando as ameaças.

Dionísio, de 61 anos, foi morto com um tiro de escopeta na cabeça, a 200 metros da reserva, depois de participar de uma reunião com representantes da associação de moradores do local na noite de terça-feira.

O chefe de operações da Polícia Federal, delegado Marcelo Bertolucci, afirmou que já tem os nomes de alguns suspeitos do crime. Ele também confirmou que a PF procura o dossiê que teria informações sobre as ameaças contra o ambientalista.