O Exército considera positivo o saldo de sua atuação no Rio de Janeiro, nas últimas duas semanas, quando ocupou várias favelas em busca de armas que haviam sido roubadas, no início do mês, de uma de suas unidades na cidade. A avaliação foi feita hoje (20) pelo assessor de imprensa do Comando Militar do Leste, coronel Fernando Lemos. Segundo ele, a instituição saiu fortalecida do episódio.

Ao fazer um balanço das ações do Exército na operação, Lemos afirmou que, mesmo que as armas não tivessem sido recuperadas, já haveria um ganho para a instituição, pois os militares estiveram em treinamento com um bom desempenho. "Durante duas semanas, conseguimos coisas espetaculares. Quando a tropa sai para a rua, os militares estão melhorando a sua operacionalidade: são os coronéis, os majores, os capitães, os tenentes, os sargentos, os soldados", explicou o coronel.

Lemos disse que, nesse aspecto, foi atingido "grau dez", já que, segundo ele, não houve nenhum incidente sério envolvendo os militares. O coronel lembrou que, nas duas mortes registradas durante os confrontos entre soldados e traficantes, os tiros que causaram os óbitos não partiram de armas do Exército.

O coronel destacou o apoio que a população deu às ações militares. "Em pesquisas de opinião, não feitas pelo Exército, mas por empresas privadas, tivemos aprovação de 90% da população". De acordo com o militar, apenas uma comunidade, a da Providência, se rebelou contra o Exército, e a reação teria sido fruto de manipulação de traficantes. "São elementos que estão sendo trabalhados pelo tráfico de drogas para que haja essa reação contra a nossa imagem para que nós não venhamos mais a ocupar a Providência", afirmou Lemos.