O reajuste acumulado dos preços de telefonia fixa, este ano, está previsto em 8,7%, e não mais 7,7% conforme estimou o Comitê de Política Monetária (Copom) em sua reunião do mês passado, a primeira do ano. Apesar desse aumento, a projeção anual foi mantida em 6,7% para o conjunto dos preços administrados (definidos por contrato entre o governo e as empresa), embora os especialistas do mercado estimem em 7,03%.

A revisão do cálculo consta da ata da reunião que o Copom realizou na semana passada. A estimativa de correção acumulada de 9,5% ao longo do ano para produção e distribuição de energia elétrica residencial, no entanto, foi mantida. Na simulação de preços administrados, o colegiado de diretores do BC considera que gasolina e gás de cozinha não terão reajustes de preços em 2005.

A ata do Copom menciona o fato de a inflação ter desacelerado em janeiro, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 0,86%, em dezembro, para 0,58%. Decorrência, em parte, da "menor pressão" do conjunto dos itens monitorados, que registraram taxa de 0,51% no mês (equivalente a 0,15 ponto percentual na composição do IPCA), ante 1,43% no mês anterior.

Apesar da "desaceleração", o Copom entende que a inflação "ainda permaneceu em patamar relativamente elevado", considerando-se as metas do Conselho Monetário Nacional (CMN), que fixou 4,5% para o IPCA de 2005, depois "ajustada" pelo BC para 5,1%. Mesmo assim, ainda aquém da projeção do mercado financeiro, que fala em inflação de 5,70% no ano.

Com a menor inflação de janeiro, o IPCA de 7,60% no ano passado desceu para 7,41% no acumulado dos últimos doze meses; e tende a cair mais um pouco neste mês, diante da perspectiva de inflação em torno de 0,60%, com possibilidade de 0,45% em março. Mas, o ritmo de redução ainda é menor do que prevê a autoridade monetária. Por isso, a ata do Copom adverte para a adoção de "ajustes adicionais" da taxa básica de juros, que está em 18,75% ao ano.