Brasília – Contemplada com um dos dez canais públicos que serão criados e distribuídos com a entrada em funcionamento da TV digital no país, a partir de dezembro de 2007, a TV Câmara criou um comitê somente para discutir a entrada da emissora no sistema e as novas perspectivas.

O coordenador executivo da emissora, Frederico Schmidt Campos, informou que o tema é prioritário, devido às diversas possibilidades do canal digital. Entre elas, citou a interatividade do telespectador com a programação como um dos maiores desafios, em conseqüência das indefinições tecnológicas do novo modelo.

?O sistema digital ainda precisa se alinhavado. Não há muita clareza quanto à distribuição dos canais, como também falta uma lei que regulamente melhor sua execução. Há, por exemplo, projetos de lei na Câmara dos Deputados que inserem as TVs do  Poder Judiciário e das assembléias legislativas no sistema", explicou.

Na última quarta-feira (11), o ministro das Comunicações, Hélio Costa, citou como certos na obtenção de um canal público, além da Câmara dos Deputados, o Senado, os ministérios da Cultura e da Educação, e a Radiobrás. Está previsto também o Canal da Cidadania, que envolverá comunidades de todo o país.

Para se adequar ao modelo digital, segundo o coordenador, a TV Câmara precisará investir em equipamentos, preparar a equipe técnica e fazer um levantamento de custos, além de desenvolver aplicativos para se comunicar com o telespectador. O sinal da emissora é captado hoje por cerca de 15 milhões de famílias, acrescentou.