O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, iniciou há pouco a Ordem do Dia. O PT apresentou requerimento para o adiamento da votação das medidas provisórias, em razão de requerimento do PSDB que pede a inclusão na pauta de requerimento para a convocação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para explicar denúncia de que teria recebido recursos no exterior. Para evitar a votação do requerimento, o PT quer manter a pauta bloqueada.

Segundo o deputado Jutahy Jr. (PSDB-BA), Bastos recebeu US$ US$ 4 milhões irregularmente em conta aberta no exterior. "Há uma irregularidade, pois ele é chefe da Polícia Federal e ao mesmo tempo investigado", argumentou Jutahy, que sugeriu o afastamento do ministro.

O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu o ministro dizendo que recebeu pagamento em 1990 por serviço de advogacia declarado no Imposto de Renda. "Quando [o ministro] soube em 2003 que havia pessoas querendo vender dossiê contra ele, ele imediatamente acionou o Ministério Público e o STF, que encerrou o caso por decisão da ministra Ellen Gracie, atual presidente STF", argumentou Chinaglia.