O Paraná vai contar, em breve, com uma rede informatizada para prevenção e tratamento de um tipo de câncer pediátrico de origem hereditária. O objetivo é atender médicos e leigos no assunto com informações precisas e de caráter preventivo em 399 municípios do Estado. As famílias cujas crianças possuem a doença terão um prontuário eletrônico e serão atendidas por um sistema de código de barras. Além disso, farão exames periódicos gratuitamente.

Os especialistas acreditam que esse tipo de câncer, que vem crescendo significativamente no Paraná e em São Paulo, e que pode ter alguma relação com o uso de agrotóxicos, poderá ser controlado através do trabalho cooperado entre Governo do Estado e universidades públicas. Para isso, uma das primeiras medidas adotadas será o rastreamento de todas as crianças passíveis de adquirir a doença.

O projeto "Vigilância Oncológica no Paraná", que tem apoio das Secretarias de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da Saúde, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Estadual do Oeste (Unioeste) é um dos nove sub-projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico lançado nesta quinta, em Curitiba. Todos os projetos têm recursos do Fundo Paraná para a ciência e a tecnologia da ordem de R$ 6,5 milhões.

Remédios mais baratos

"Implantação e Estruturação da Rede Paranaense de Equivalência e Bioequivalência de Medicamentos" é outro projeto da área da saúde que será executado na forma de parceria. Neste caso, as entidades envolvidas são: Governo do Estado (Seti/Sesa), as universidades UFPR, UEL (Londrina), UEM (Maringá), Unioeste(Cascavel) e quatro fundações de apoio. "Esta é a linha de atuação da política de ciência e tecnologia do governo Roberto Requião", disse no lançamento dos projetos o secretário Aldair Rizzi, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Segundo o coordenador do projeto, professor Roberto Pontarolo, o objetivo da rede é oferecer, num prazo máximo de dois anos, remédios mais baratos para a população. Isso será possível através do trabalho de pesquisadores e profissionais da área da saúde, que vão testar, junto à indústria farmacêutica, a eficácia dos medicamentos genéricos. "Com remédios mais baratos, mas de qualidade comprovada, será possível otimizar os investimentos em saúde", opinou Pontarolo.

Agroecologia

Na área da agroecologia, os projetos lançados tratam de alternativas tecnológicas para a agricultura familiar, da produção e beneficiamento de plantas medicinais, condimentares e aromáticas, bem como da produção de frutas e de mel em sistema orgânico. Todos eles serão desenvolvidos no Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), na Região Metropolitana de Curitiba.

Também participaram do lançamento do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico o vice governador Orlando Pessutti, o secretários da Saúde, Claude Xavier, o reitor da UFPR, Carlos Moreira Júnior, pesquisadores e professores de universidades públicas.