O Paraná é o Estado com maior número de propriedades rurais certificadas como livres de brucelose e tuberculose. A informação foi divulgada nesta semana pela Divisão de Defesa Sanitária Animal (DDSA) da Secretaria da Agricultura. O secretário da Agricultura, Newton Pohl Ribas, destacou que a iniciativa faz parte do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (Pecebt), desenvolvido pelo governo do Estado.

Ele lembrou que no Paraná três propriedades já receberam o certificado. ?Até o final deste mês, mais quatro propriedades também deverão ser certificadas. Além delas, outras 15 estão em processo de certificação?, disse. Com uma propriedade já certificada, Sergipe é o outro estado com esse tipo de iniciativa no segmento. ?Outros estados têm propriedades em processo de certificação. Porém, nenhuma de suas propriedades já está certificada?, ressaltou o secretário.

Benefícios

A coordenadora estadual do programa, Mariza Koloda, explicou que o processo de certificação leva, no mínimo, nove meses para ser concluído. ?Consiste em três exames consecutivos com resultados negativos. Mas no final desse período o produtor tem a certeza que seu rebanho está totalmente livre dessas doenças?, afirmou.

Koloda também destacou que o produtor que faz a opção pela certificação também está em condições a oferecer um produto de baixo risco ao consumidor. ?A brucelose e a tuberculose são zoonoses, ou seja, doenças que apresentam risco à saúde humana. Por isso, a certificação é valorizada por aqueles produtores que querem assegurar a sanidade dos seus rebanhos, agregar valor ao produto final e garantir a segurança alimentar juntos aos consumidores?, comentou.

Programa

Lançado em 2001, o Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (Pecebt) possui duas etapas. Na compulsória, o produtor de bovinos e bubalinos (búfalos) do Estado é obrigado a vacinar seus animais. A vacinação atinge somente bezerras com idade de três e oito meses. De acordo com levantamento da Divisão de Defesa Sanitária Animal (DDSA), em 2005, foram vacinados aproximadamente 650 mil animais no Paraná. Entre as exigências, está a apresentação de resultado negativo de exame para o trânsito de reprodutores.

A certificação faz parte da etapa conhecida como ?de adesão voluntária?. A coordenadora do programa informou que a decisão de ter a propriedade certificada como livre ou monitorada para brucelose e tuberculose compete única e exclusivamente ao produtor. ?A iniciativa depende da vontade dele. É válido ressaltar que a condição de livre de ambas as doenças é restrita ao gado de leite. No caso do gado de corte, a situação da propriedade é de ser monitorada. Por isso, falamos em certificação de propriedades como livres ou monitoradas para brucelose e tuberculose?, explicou.

Newton Pohl Ribas lembrou que a etapa de adesão voluntária do programa foi lançada no Agroleite de 2005, em Castro. No evento deste ano, realizado na semana passada, a Secretaria da Agricultura entregou os certificados às três primeiras propriedades do Estado já livres de brucelose e tuberculose. Elas são de Toledo, São José dos Pinhais e Piraquara.