Ao exercer um controle mais rigoroso sobre a entrada de madeira no Paraná, principalmente da Amazônia, o governo do Paraná estará contribuindo não apenas para a preservação reservas florestais, mas também para criar um grande diferencial de mercado. Um diferencial que segue a uma tendência internacional de mercado, o fair trade, ou, mercado justo, aquele que só compra produtos que respeitam o ecossistema, que não são produto da exploração infantil ou do trabalho escravo.

A afirmação é o empresário do Paraná, Sérgio Vale, diretor de Operações da Nutrimental, primeira empresa brasileira a desenvolver um trabalho conjunto de pesquisa com O Instituto de Estudos Amazônicos. Foi na década de 90, Chico Mendes ainda vivia, e as pesquisas, que envolveram o ecossistema da castanha-do-Pará acabaram resultando no lançamento da primeira barrinha de cereais, que criou um novo estilo de alimento, hoje seguido por várias empresas, inclusive, multinacionais.

Vale explica que a Nutrimental sabe o que é fair trade na prática, porque empresários da Suíça, por exemplo, antes de importar as barrinhas de cereais, enviaram fiscais ao Paraná verificando se a empresa respeitava as exigências do mercado justo. Da mesma forma, explicou o empresário, quem utilizar só madeira amazônica com certificado do Ibama, pode destacar isso no produto que oferece e ganhar espaço nesse novo mercado, ao mesmo tempo que preserva os ecossistemas.