Depois de várias e tensas reuniões, os controladores de vôo decidiram prosseguir no trabalho normal sem qualquer tipo de radicalização, aguardando os novos passos das negociações com o governo. "A corda está muito esticada, a tensão é muito grande e ninguém vai ganhar com a radicalização, nem nós nem o governo e a população será a maior prejudicada neste momento", afirmou um controlador que preferiu ficar no anonimato para evitar represálias.

Após reunião pela manhã com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, os controladores tiveram longas e tensas discussões sobre o rumo do movimento e decidiram não partir para um confronto e voltar a trabalhar normalmente suspendendo temporariamente as discussões internas por causa da segurança do tráfego aéreo.

"Profissional tenso pode levar a um acidente e isso é muito preocupante", disse esse controlador, ao acrescentar que a orientação agora é "apaziguar" os ânimos porque entenderam que o governo precisou fazer um gesto para não manchar a imagem das forças armadas. "Mas temos certeza de que eles vão voltar a discutir conosco", afirmou.

O controlador explicou que o governo decidiu endurecer o discurso para tentar recuperar sua imagem porque, além da Aeronáutica, o Exército e Marinha entraram em apoio ao endurecimento.