Rio de Janeiro – O crescimento de 3,1% no consumo de energia elétrica no primeiro semestre, em comparação a igual período de 2005, quando a expansão foi de 5,6%, não deverá se repetir neste segundo semestre. A avaliação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, para quem os indicadores econômicos apontam para um segundo semestre com atividade industrial melhor, o que deverá ter reflexo positivo sobre o consumo.

A previsão de Tolmasquim é de que o mercado de energia feche o ano com expansão do consumo entre 4,4% e 5,0%. ?A retração no período entre os três primeiros meses e o segundo trimestre foi provocada por um conjunto de questões ? muitas delas de cunho conjuntural?, afirmou, em referência a temperaturas médias mais baixas em praticamente todas as capitais nos meses de abril, maio e junho, o que afetou o consumo de energia elétrica nas classes residencial e comercial.

Ele também citou a queda no nível de crescimento da produção industrial, de 4,6% no primeiro trimestre para 0,8% no segundo, aliada ao menor número de dias úteis, provocado pela coincidência de três feriados prolongados, e à realização da Copa do Mundo de futebol, que afetou a atividade industrial e aquelas ligadas ao comércio e aos serviços. Essa conjunção de fatores, acrescentou, levou a que o consumo de energia caísse de 4,5% no primeiro trimestre para apenas 1,7% nos segundo.

A previsão de Tolmasquim, de crescimento até 5% no final do ano, leva em conta projeções de expansão total da economia de até 4,5% ? acima, portanto, dos 2,3% registrados em 2005.