Brasília – O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador João Alberto (PMDB-MA), notificou nesta quarta-feira (16) os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT) da representação feita contra eles pela CPMI dos Sanguessugas por envolvimento na compra superfaturada de ambulâncias com recursos públicos.

João Alberto concedeu três dias para que os senadores apresentem uma defesa prévia, que será analisada juntamente com o relatório da CPMI, onde os três senadores são acusados de quebra de decoro parlamentar.

"Até quinta-feira da próxima semana tomo uma posição sobre se os processos vão ou não prosseguir", informou. Segundo ele, se houver provas contundentes do envolvimento dos senadores com o esquema, serão nomeados três relatores para promover as investigações. ?Mas se não houver essas provas, os processos serão arquivados?, afirmou.

"Não acredito que a palavra do Vedoin (Luiz Antonio Trevisan Vedoin) vale como prova contra os parlamentares", disse o presidente do Conselho de Ética. "Não aceito a palavra dele (Vedoin) como prova, porque ele é um bandido. Eu não posso aceitar como prova a palavra de um bandido".

Mesmo desqualificando o depoente (Vedoin), o senador João Alberto disse que vai ler o depoimento e verificar se as provas apresentadas têm robustez e se de fato envolvem algum dos três senadores no esquema da máfia das ambulâncias.

O senador também criticou a CPMI dos Sanguessugas por não ter dado aos suspeitos de envolvimento com o esquema o direito de se defenderem das acusações e ter votado o relatório e encaminhado à Mesa do Senado.

"Tenho a impressão que a CPMI deveria ter dado aos senadores o direito de defesa. O que não foi feito. Os senadores não puderam se defender".

João Alberto disse que se os processos forem abertos e nomeados os relatores ele vai defender uma acareação dos senadores com Luiz Vedoin.

O senador informou que casos os processos sejam instaurados eles devem ser concluídos no Conselho de Ética em 30 dias.

Ele disse que os três senadores estão pressionando para que os processos sejam agilizados. O senador Alberto Silva (PMDB-PI), suplente do Conselho de Ética, assumiu a vaga de titular do colegiado com o afastamento do senador Ney Suassuna do órgão. Em relação à senadora Serys Slhessarenko, suplente do conselho, o senador João Alberto informou que sua vaga não será preenchida.