Quase 180 dias depois de instalada a Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) sobre a máfia dos sanguessugas, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados terminou os trabalhos hoje (21) com a condenação de apenas quatro dos 69 deputados apontados pela CPMI.

Foram recomendadas as cassações dos deputados: Cabo Júlio (PMDB-MG), Lino Rossi (PP-MT), Nilton Capixaba (PTB-RO) e José Divino (sem partido-RJ). O parecer aprovado pelo conselho não chegará a ser votado no plenário da Câmara pois nenhum dos parlamentares com a cassação recomendada se reelegeu.

No último dia de atividade, o Conselho de Ética ainda decidiu pela absolvição ou pelo arquivamento dos casos dos deputados João Correia (PMDB-AC), Laura Carneiro (PFL-RJ), Wellington Roberto (PL-PB), Wellington Fagundes (PL-MT), Érico Ribeiro (PP-RS), Marcondes Gadelha (PSB-PB) e Pedro Henry (PP-MT).

Não houve quórum para o julgamento do relatório do deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), que pedia a absolvição do deputado Alceste de Almeida (PTB-RR) por  falta de provas. O caso também será arquivado. Em julgamentos anteriores, a comissão já havia decidido pelas absolvições de Celcita Pinheiro (PFL-MT) e João Correia (PMDB-AC).

Dos 69 deputados citados no relatório preliminar da CPMI, 47 disputaram as eleições, sendo que apenas cinco se reelegeram: João Magalhães (PMDB-MG), Marcondes Gadelha (PSB-PB), Welllington Fagundes (PL-MT), Wellington Roberto (PL-PB) e Pedro Henry (PP-MT). Os demais desistiram da vida parlamentar.