Desafiado pelo Judiciário e pelo Executivo a fazer uma lei que aprove ou proíba de uma vez por todas o jogo no Brasil e ponha um ponto final na polêmica sobre o funcionamento de bingos e caça-níqueis, o Congresso dá sinais de que prefere manter distância do assunto.

Apesar da investigação em cima de juízes envolvidos com os empresários do jogo, bingos e bicho – e do escândalo Waldomiro Diniz, que retirou o poder de iniciativa do Executivo para propor uma lei -, o Congresso está a caminho do quinto mês de trabalho sem apresentar nenhuma proposta para o futuro dos bingos. E os projetos velhos, alguns na Câmara desde 1991, estão escanteados: ou esperam pela indicação de relatores ou por pareceres de comissões.

Há dez projetos em tramitação na Câmara a favor da legalização do jogo – e outras sete propostas para chancelar a proibição em definitivo. Autores das propostas pró-legalização acusam os colegas de ‘hipocrisia’, mas o sentimento majoritário do Congresso, depois de dois escândalos de jogo no intervalo de três anos, é a favor de não mexer no assunto e manter as tramitações em banho-maria.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo