Reforma agrária e sindical, política agrícola, política para os assalariados, saúde, educação, Previdência Social, política para mulheres, para jovens e terceira idade. Esses são os principais temas que trabalhadores rurais de todo o país estarão debatendo nos próximos dias na capital federal, durante o 9º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). No último dia do encontro, está prevista a eleição da diretoria da entidade para o período de 2005/2009.

continua após a publicidade

Os participantes farão uma passeata em direção ao Palácio do Planalto na tarde desta quarta-feira. Cerca de cerca de 2.500 trabalhadores rurais pretendem entregar uma carta com reivindicações ao presidente Lula, entre as quais a revisão do corte orçamentário no Ministério do Desenvolvimento Agrário e o aumento dos deputados federais.

Segundo o presidente da Confederação, Manoel dos Santos, a Contag representa 15 milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo organizados em 27 federações estaduais e mais de 4 mil sindicatos que compõem o Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTR). Por isso, uma chapa única, liderada por Manoel dos Santos, foi aprovada pelos líderes sindicais e será eleita nos próximos dias.

Esse será o terceiro mandato de Santos na Contag. "Mesmo com toda a diversidade e heterogeneidade que representa a Contag, é fundamental estarmos unificados em propostas e bandeiras de ação construídas sob uma direção unitária", diz. Ele conta que apesar da eleição certa, apenas quatro pessoas continuam nos cargos.

continua após a publicidade

Para Manoel dos Santos, as principais discussões dos próximos anos devem ser de aprofundamento interno do papel do dirigente sindical no sindicato, na federação e na Contag. "Sabemos que as necessidades de respostas para transformar as nossas negociações com o governo em políticas concretas no município são um maior desempenho a partir dos dirigentes do sindicato, das federações e assim por diante", afirma. Segundo ele, o dirigente do sindicato hoje precisa de propostas consistentes na área da luta pela terra, pelo planejamento da produção e fortalecimento da agricultura familiar, tanto dos assentados quanto dos trabalhadores que têm terra por outro meio.