São Paulo – No início da semana, a presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBGin), Vicélia Florenzano, foi pega de surpresa e afastada do cargo por liminar judicial dada pelo juiz Rogério de Assis, da 10ª Vara Cível de Curitiba. A ação foi movida pela família Laffranchi, da ex-técnica de ginástica rítmica (GR) Bárbara Laffranchi. Na segunda-feira, os advogados da entidade vão entrar com recurso para Vicélia retomar o cargo, agora ocupado pela vice, Luciene Rezende.
Cleverson Teixeira, advogado da CBGin, explica: "A liminar alega uma série de situações que foram criadas e que o juiz acatou sem nem sequer ouvir Vicélia."
A família Laffranchi acusou a Confederação de não prestar contas da verba referente à Lei Piva, repassada pelo Comitê Olímpico Brasileiro. "Mas se você não presta conta num mês, não recebe nada no outro", defendeu o advogado da entidade.
A briga entre a família Laffranchi e Vicélia começou depois da Olimpíada de Atenas, em 2004, quando a presidente decidiu que as garotas da GR passariam a treinar em Vitória e Aracaju e não mais na Universidade Norte do Paraná (Unopar), em Londrina, que pertence aos pais de Bárbara. Bárbara se recusou a seguir como técnica e no início de 2005 a família Laffranchi lançou uma chapa de oposição à Vicélia, mas logo desistiu de concorrer na eleição da entidade.
Nesta quinta-feira, os atletas das seleções permanentes de ginástica artística deram entrevista em Curitiba e saíram em defesa de Vicélia.
"Vendo como era a ginástica e o que ela se tornou, achamos que a Vicélia fez um ótimo trabalho", disse Daiane dos Santos. "Vamos continuar treinando, mas preocupados em saber quando ela volta."


