A administração Bush continua a insistir que o Iraque não está rumando à guerra civil, mesmo que alguns senadores e líderes militares tenham expressado seus temores de que o conflito pode ser inevitável. "Seria, realmente, um erro dizer que os iraquianos estão de alguma maneira optando pela guerra civil, ou eu acredito, até mesmo sendo levados em direção à guerra civil" afirmou a secretária de Estado americana Condoleezza Rice em um programa transmitido pela rede ABC no domingo.

O governo americano tem sido relutante em caracterizar a violência sectária no Iraque como guerra civil. Mas, na quinta-feira, o chefe do Estado-Maior Adjunto dos EUA, o general Peter Pace, e o mais importante comandante militar norte-americano no Oriente Médio, general John Abizaid, disseram a um comitê do Senado que o Iraque pode ter uma guerra civil se a atual onda de violência não for contida.

O senador Chuck Hagel, membro influente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, questionou se os Estados Unidos deveriam continuar a enviar mais soldados ao Iraque. "Nós estamos arruinando o exército dos Estados Unidos. Estamos dizimando nossa força militar. Não podemos continuar no ritmo e comprometimento que estamos agora", disse Hagel em um programa da CBS.

Outro senador foi ainda mais pessimista no domingo. "Isto é uma guerra civil. Eu acredito que os generais foram cuidadosos com as palavras. Mas penso que eles estavam nos dizendo algo alto e claro, para qualquer um que quisesse ouvir", disse o senador Chris Dodd. "Francamente, não acho que o pessoal militar americano possa necessariamente bancar o juiz nesse tipo de situação".