Brasília – Representantes de comunidades tradicionais vêem como positiva a proposta do governo federal de criar um Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. O plano está sendo debatido em um seminário iniciado nesta terça-feira (24) e organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Luceli Moraes Piu, secretária da Associação Pacari, que trabalha com plantas medicinais do cerrado, disse que a iniciativa valoriza as comunidades tradicionais.
?Antes nós não sabíamos o que os governantes estavam fazendo por nós, estávamos à margem. Hoje existe um auxílio para nos organizamos através de redes e cooperativas. Antigamente, ficávamos isolados e hoje podemos trocar experiências com pessoas da Amazônia, por exemplo?, contou a secretária da Pacari.
Para o seringueiro Pedro Ramos de Sousa, representante do Conselho Nacional dos Seringueiros e dos Caboclos da Amazônia, o seminário desta semana é importante para que a sociedade brasileira conheça as comunidades tradicionais. Segundo ele, pela primeira vez estão sendo criadas políticas públicas que alcançam essas comunidades.
?Durante muitos anos nesse país vivemos isolados em nosso canto. Antes existia planos pontuais e fragmentados, hoje está sendo criada uma política de âmbito nacional que atenda essas populações?, disse Pedro Ramos.
O seminário sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais se estende até sexta-feira (27) com a presença de representantes de comunidades tradicionais e do governo federal.
O plano é considerado fundamental para a aplicação do decreto 6.040/07, aprovado em fevereiro, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. A política será oficialmente lançada na sexta. Ela prevê que os programas sociais levem em conta as características dessas comunidades.