Manaus (AE) – Pelo menos 800 pessoas de cinco comunidades isoladas no Amazonas pela seca não devem votar no referendo sobre a comercialização de armas, no dia 23. De acordo com o diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amazonas, Henrique Levy, os juízes responsáveis por três comunidades de Manacapuru, a 84 quilômetros de Manaus, e duas de Caapiranga, a 145 quilômetros, já enviaram cartas ao tribunal informando da impossibilidade dessas pessoas chegarem aos locais de votação.

"Não sabemos se vamos ter condições de usar helicópteros pois o custo é muito alto, mas todas as alternativas possíveis, como uso de motos e cavalos, estão sendo pensadas", disse Levy. Os eleitores dessas comunidades não serão penalizados. "Se houver possibilidade, em alguns casos vamos mudar a seção eleitoral excepcionalmente, e todos os eleitores daquele local serão avisados", afirmou.

Este seria o caso da comunidade de Paracuã, em Codajás, a 240 quilômetros de Manaus. Como a comunidade está isolada, o juiz do local já avisou aos ribeirinhos que o local de votação será em uma escola de mais fácil acesso em uma comunidade vizinha.