Comissão especial aponta excesso na ação da polícia paulista

Uma comissão especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) constatou que houve excesso na atuação da polícia paulista e também casos de execução em São Paulo entre os dias 12 e 20 de maio. O relatório sobre o caso está sendo apresentado na manhã de hoje (29) no conselho.

De acordo com a professora de Direito Constitucional e integrante da comissão especial, Flávia Piovesan, os dados repassados pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) de São Paulo mostram que, no período analisado, houve 492 mortes por armas de fogo. O número de balas encontradas em cada cadáver foi de 13 a 14, sendo que a média é de 4 a 7.

"O que se observou pela análise do CRM tendo por amostragem 132 casos é que os tiros teriam, sobretudo, alcançado nuca, cabeças e costas, o que aponta a ocorrência de extermínio", afirma Piovesan, para quem a maior dificuldade no caso será a polícia investigar a própria polícia. "O grande desafio é que a materialidade dos crimes está caracterizada e a dificuldade agora é descobrir a autoria."

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