Água e energia para a soberania do povo brasileiro é o tema do 2° Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens, que começa amanhã em Curitiba e vai até sexta-feira (17). Durante cinco dias os participantes do encontro vão discutir os principais problemas que afetam essas pessoas.

Segundo Gilberto Cervinski, um dos dirigentes do movimento, o principal debate é a privatização da energia e da água. "Um exemplo é o preço pago pela luz por todos os trabalhadores. Desde a privatização em 1994, o preço da energia tem disparado. Só para ter uma idéia, hoje, o povo brasileiro paga em média R$ 500 por mil Kilowatts e essa energia sai a um custo máximo de R$ 50 (para a empresa geradora)", afirmou.

Também serão discutidos os problemas sociais e ambientais causados pelas barragens, entre eles a falta de indenizações para os atingidos e a destruição da biodiversidade causada pelas inundações.

Também devem participar do encontro representantes da Via Campesina, da Igreja Católica, de estatais, como a Eletrobrás, Furnas, Eletrosul e de entidades que apóiam o movimento.