Para dar mais equilíbrio financeiro à Cohab e garantir o andamento de projetos do programa habitacional do município, a Companhia adotou, em 2005, uma série de medidas que combinam redução de gastos, racionalização de custos, negociação de débitos e combate à inadimplência. O resultado desta política, ao final do ano, foi considerado positivo pela diretoria administrativa e financeira, responsável pela implantação das medidas.

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Um dos pilares desta política foi a criação do Grupo de Combate à Inadimplência, que realiza visitas a mutuários com prestações em atraso e encaminha processos de renegociação de dívidas. O setor de cobrança foi reestruturado, ganhando mais espaço físico, equipamentos e funcionários.

Estas providências, aliadas a outras decisões, como a prorrogação da promoção "juro zero" (perdão dos juros de mora, que vigora até o final de dezembro), contribuíram para melhor o fluxo de pagamento das prestações, estimulando a renegociação de débitos e até a quitação antecipada de financiamentos.

Outra medida tomada foi a racionalização de gastos. Exemplos de ações tomadas neste sentido foram o lançamento de um plano de demissão voluntária (PDV), que teve a adesão de 18 funcionários; a revisão dos contratos de terceirização de serviços; a realização de leilão para definição de companhia de seguro habitacional; a negociação com empresas de cobrança e condomínios e a substituição dos processos de cancelamento contratual por negociação e mediação, eliminando gastos com a publicação de editais e despesas com cartórios e oficiais de justiça. Todas estas providências, somadas, significaram, ao final do ano, uma economia de aproximadamente R$ 2 milhões/anuais.

Também a negociação com a Caixa Econômica Federal para pagamento do retorno mensal (valor que a Cohab tem que repassar ao Sistema Financeiro da Habitação, mesmo que não receba da totalidade de seus mutuários) teve resultado positivo, pois foi possível abater parte do R$ 22 milhões devidos com R$ 11 milhões de créditos do FCVS (Fundo de Compensações de Variações Salariais – mecanismo do SFH que quita o resíduo existente no final do prazo de contrato). Os outros R$ 11 milhões foram renegociados em 120 meses, ficando a Cohab em dia com suas obrigações perante a Caixa.

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