Trinta e seis pessoas de uma comitiva formada por familiares, médica, assistente social, psicóloga e um gerente do Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras do Metrô de São Paulo, acompanharam o corpo do cobrador de van, Wescley Adriano da Silva, de 22 anos, uma das seis vítimas do desabamento da Estação Pinheiros, que sepultado às 16 horas deste sábado, no Cemitério do Bom Pastor, zona oeste de Natal. Familiares esperam que as promessas de indenização se concretizem e que seus direitos sejam respeitados. Muitos parentes estiveram presentes ao velório.

O corpo de Wescley chegou às 2h30 no Aeroporto Augusto Severo e o velório aconteceu na empresa Velório São Francisco, no bairro Alecrim. "A cada dia vou descobrir de onde vou ganhar forças para educar o meu filho", disse Thaís Ferreira Gomes, 18 anos, namorada de Wescley e grávida de oito meses do menino que vai se chamar Cauã. "Garanto que ele será que nem o pai, esforçado e trabalhador", acrescentou a jovem.

A mãe de Wescley, Elenilda Adriano da Silva, e a proprietária da van, na qual o cobrador trabalhava, Edivoneid Pereira dos Anjos, associada a Coopsuporte, cooperativa de motoristas e cobradores, também acompanharam o velório. "Ele sempre foi honesto e mostrou uma dedicação cativante", lembrou a dona da van.

O Consórcio Via Amarela custeou despesas de passagens aéreas, hospedagem, translado e alimentação para os familiares e equipe de apoio que vieram para o sepultamento do cobrador em Natal. Tias do rapaz como Joseni Ferreira de Araújo e Adriana Simone da Silva e o primo Jorge Bezerra lembravam do desejo de Wescley de vir morar em Natal. Todos agradeceram o trabalho dos bombeiros de São Paulo em mais de uma semana de agonia e expectativas.