A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê aceleração moderada no ritmo de crescimento da economia brasileira em 2007. A perspectiva da entidade é que o PIB cresça 3,4%. O presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, avalia que as condições para um crescimento maior "não estão dadas".

Em entrevista coletiva, Monteiro Neto disse que o ritmo moderado de expansão é explicado pela inexistência de ações efetivas para a superação dos obstáculos que limitam o crescimento da economia nas últimas décadas.

A Confederação espera que o PIB industrial suba 4,2% em 2007 e o consumo das famílias avance 3,7%. Ainda de acordo a entidade, a formação bruta de capital fixo (FBCF) deverá variar em 9,2% no próximo ano e a taxa de desemprego poderá ficar em 10% da População Economicamente Ativa (PEA).

A projeção para a taxa nominal média de juros é de 12,2%. Para o final de 2007, a entidade espera taxa Selic de 11,5%. A taxa real de juros prevista é 7,9% e o IPCA acumulado, de 4%. A taxa de câmbio do real frente ao dólar estimada para o ano que vem é de R$ 2,22, na média do ano, e de R$ 2,25, na média de dezembro de 2007.