Brasília – A falta de apoio governamental às minorias, a crise ética no Congresso Nacional e a corrupção em setores da Justiça são os principais pontos da crítica feita pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em sua declaração sobre o momento político nacional.
O documento condena uma possível legalização do aborto no país e o uso científico de embriões humanos. ?É preciso defender a vida desde a aurora da concepção até o seu natural ocaso?, diz o texto. ?Voltamos a condenar todas as tentativas de legalização do aborto e de manipulações de embriões humanos para fins terapêuticos?.
A declaração foi redigida ontem (9), ao final da 45 ª Assembléia Geral da CNBB, que começou em 1º de maio, na cidade paulista de Itaici. Para a entidade, a desvalorização da dignidade humana e a falta de critérios evangélicos e éticos estão na raiz da banalização da vida, levando à violência crescente no país.
A CNBB também declara preocupação com a ?crise de respaldo ético? no Congresso Nacional, e diz estar preocupada com ?a existência de fortes indícios de corrupção em setores da Justiça?.
De acordo com o documento, o Brasil tem necessidades urgentes de avançar no caminho do desenvolvimento com inclusão e justiça social, ?para assegurar condições de vida digna?.
Nesse sentido, a CNBB assinala que merecem atenção especial os grupos sociais vítimas de discriminação, citando como exemplo os povos indígenas, os afrodescendentes, os idosos, os encarcerados, entre outros.
A entidade defende o fortalecimento da democracia, com exigências éticas nos campos político, econômico e social, por meio de reformas no Executivo, no Legislativo e no Judiciário.
?Estimulamos o empenho dos cristãos e de todas as pessoas de boa vontade na defesa incondicional e promoção da vida?, finaliza a declaração.


