A Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), que faz a fiscalização de mercadorias embarcadas no Porto de Paranaguá, rejeitou um caminhão procedente de Maringá (PR) carregado com 26,5 toneladas de uma mistura de resíduos oriundos da pré-limpeza de soja.

Numa análise visual preliminar, os técnicos puderam constatar a presença de diferentes tipos de fragmentos e praticamente nenhum grão de soja intacto. Conduzido à 1ª Subdivisão Policial, o motorista Ananias de Souza da Silva foi preso em flagrante acusado de tentativa de estelionato.

Na documentação apresentada pelo motorista constava que a carga era destinada para exportação. O caminhão foi recolhido pelos policiais para perícia.

Segundo a Agência Estadual de Notícias, o superintendente do Porto, Eduardo Requião – que está no Chile uma missão comercial – disse que a rejeição foi necessária. “A nossa tolerância é zero para este tipo de ação ilícita. O Porto de Paranaguá só aceita produtos de qualidade e de procedência garantida”, salientou.

A previsão é de que o laudo da perícia seja encaminhado em 10 dias à delegacia para ser anexada ao processo criminal.