Claspar impede que soja convencional entre no Porto como transgênica

O diretor-presidente da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), Valdir Izidoro Silveira, alertou nesta segunda-feira (29), em Curitiba, que algumas empresas enviaram seus produtos ao Porto de Paranaguá como transgênicos, apesar de serem convencionais.

?Estão rotulando as cargas indevidamente. Com isso, querem prejudicar a imagem do Paraná como o maior exportador de soja convencional do País?, disse Silveira.

A denúncia foi feita depois que fiscais da Claspar verificaram na quinta-feira (25), em Paranaguá, que três caminhões transportavam cargas de soja a granel convencional, rotuladas como transgênicas.

O diretor-técnico de Classificação da Claspar, Eduardo Felipe Guidi, informou que o ilícito penal foi confirmado com a realização de testes para identificação de Organismos Geneticamente Modificados. ?Assim que realizamos os testes, pudemos concluir que se tratava de produto convencional e não transgênico?, disse.

Guidi lembrou que, após o trabalho de identificação, as cargas e as documentações dos caminhões foram encaminhadas à delegacia de polícia e ao Ministério Público locais. ?Foi a primeira tentativa de oferecer soja convencional como transgênica. A ação foi caracterizada como um ilícito penal. Por isso, foram tomadas todas as medidas cabíveis?, afirmou.

O diretor-presidente da Claspar destacou que, mesmo diante de uma declaração, em nota fiscal, sobre a natureza convencional ou transgênica dos carregamentos que chegam ao porto, a Claspar realiza testes para comprovar ou não o que consta na declaração. Se a triagem comprovar que a informação declarada em nota não coincide com a natureza do produto, o caso é encaminhado para abertura de ilícito penal por falsidade ideológica. ?Foi o que aconteceu no caso dos três caminhões, que transportavam soja convencional como sendo transgênica?, concluiu.

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