O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, afirmou que parte da oposição age com motivações golpistas. Ciro referiu-se ao PSDB e ao PFL. "Que há uma motivação golpista em parte da oposição, isso não há dúvida", declarou. "Mas é parte da oposição. A parte mais mesquinha. Essa coalizão PSDB-PFL."
Este fim de semana, durante reunião do Mercosul, no Uruguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou a oposição ao seu governo à Fedecámaras, entidade venezuelana que apoiou o golpe de Estado dado contra o presidente Hugo Chávez.
O ministro frisou, porém, que não há um golpe em marcha no País. "O que há é uma estratégia, já denunciada, de sangramento, pela difamação, do capital político do presidente da República." Lembrado sobre a sugestão do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que chegou a defender que Lula se comprometesse a não disputar a reeleição, Ciro afirmou que a atitude do tucano é "pouco adequada ao Estado de Direito democrático".
Ciro argumentou que Lula conquistou o direito a postular a reeleição no momento em que foi eleito presidente. "Qualquer negativa disso atenta contra a regra. E atentar contra a regra, por definição, é uma motivação golpista." Ao ser perguntado sobre o que caracterizaria a motivação golpista, Ciro mencionou a transgressão de princípios jurídicos básicos e a onda de acusações difamatórias. "Acusações são lançadas com a maior gravidade e abandonadas sem desdobramentos, apenas gerando conseqüências difamantes. Isso, certamente, não corresponde ao melhor regramento do Estado de Direito democrático", disse. O ministro esteve hoje no Instituto dos Advogados do Brasil (IAB), no centro, onde fez uma palestra sobre o projeto de transposição das águas do rio São Francisco.


