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Para evitar o racionamento em Curitiba e Região, cada morador deve economizar cerca 56 litros de água por dia.

A Sanepar informa que a chuva que caiu em Curitiba e Região Metropolitana, durante o final de semana, não ameniza a situação de risco de falta de água para a região. Segundo o Simepar, entre sábado e a madrugada desta segunda-feira (26) choveu cerca de 23,4 mm. Este volume é insuficiente para recompor o volume que estava armazenado nas barragens e que já foi consumido, principalmente porque a chuva não esteve concentrada na região dos mananciais.

A chuva apenas ajudou a alimentar a chamada bacia incremental, ou seja, aumentou o volume de água nos rios Pequeno, Itaqui e Iraizinho, que deságuam nos pontos de captação da Sanepar. ?O benefício que esta chuva trouxe foi a possibilidade de pouparmos a água das barragens. Porém, esta contribuição é irrisória?, explica o gerente geral da Sanepar para a Região Metropolitana de Curitiba, Antonio Carlos Gerardi.

No último dia 20, a Sanepar lançou uma campanha de uso racional da água tratada, mas a população ainda não tomou consciência que a situação é grave e depende da colaboração de todos. Do dia 20 até hoje (26), o consumo caiu apenas 2,73%. Para evitar o racionamento, é preciso reduzir o consumo em 20%. Assim, para evitar que a torneira fique seca, cada morador deve continuar economizando 56 litros de água por dia.

A Sanepar recomenda que sejam adiadas atividades que consomem água e que podem esperar o fim da estiagem, como a lavagem de carro e de roupas pesadas como cobertores, cortinas e tapetes. Nas atividades diárias também é necessário economizar. O tempo de banho deve ser reduzido para cinco minutos. A água do tanque e da máquina pode ser reaproveitada para limpeza de pisos e calçadas. A louça deve ser ensaboada e depois enxaguada na cuba. ?Não dá mais para deixar a torneira aberta o tempo todo. Enquanto se faz a barba, escova os dentes e lava a louça, a torneira tem que ficar fechada?, enfatiza Gerardi.

No interior do Estado, a situação permanece inalterada, sendo que em 10 cidades está ocorrendo dificuldade para abastecer todos os moradores ao mesmo tempo.