Chinaglia diz que Câmara não vai mexer na verba de gabinete

Brasília – A Câmara não vai alterar o valor das verbas de gabinete e indenizatória recebidas pelos deputados. A decisão foi tomada pela Mesa Diretora da Casa, em reunião realizada na manhã de nesta quarta-feira (11). O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), informou que apenas o salário poderá ser reajustado, em decisão que será tomada pelo plenário.

"A posição dos líderes e da Mesa da Câmara dos Deputados é que vai ser pautada a recomposição salarial de acordo com índices inflacionários. Outras questões, como verba de gabinete e indenizatória, não serão alteradas", ressaltou.

O segundo secretário da Casa, Ciro Nogueira (PP-PI), havia proposto à Mesa aumento da verba de gabinete de deputados, que hoje é de R$ 50 mil, para R$ 65,7 mil, um reajuste de 28%.

Em plenário, os deputados deverão votar um rejuste dos salários seguindo a inflação dos últimos quatro anos. Isso elevaria os ganhos em 26,5%, passando dos R$ 12,7 mil atuais para R$ 16,2 mil. "A intenção é votar após a desobstrução da pauta que está trancada por medidas provisórias", disse Chinaglia.

Para Chinaglia, a decisão de não reajustar as verbas de gabinete e indenizatória vai ao encontro dos interesses da sociedade. "Todos temos nos esforçado para manter a Câmara em sintonia com aquilo que a sociedade quer", afirmou.

Segundo ele, ainda que houvesse quem defendesse modificações no que diz respeito a verba de gabinete, a avaliação é que não deveria alterada. "Exatamente para demonstrar para a sociedade que nós estamos em uma nova fase na Casa, buscando reconhecimento pelo nosso trabalho, pelas nossas atitudes e pelas nossas idéias", completou.

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