Chegada do frio aumenta atendimentos nas Unidades de Saúde de Curitiba

O número de atendimentos prestados nas Unidades de Saúde de Curitiba a pacientes com doenças do aparelho respiratório aumentou 85% em dois meses. O levantamento é do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, que faz o acompanhamento semanal da evolução dos problemas de saúde da população. "O motivo do salto na estatística é a mudança do clima, que afeta principalmente as crianças até 12 anos e os idosos, e requer cuidados simples, mas muito importantes", explica o vice-prefeito e secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci.

Desde o final de fevereiro até o final de abril, o número de consultas por causa de doenças como bronquite, asma, otite e amigdalite aumentou de 7.468 para 13.788. Desse total, 53% eram crianças com até 12 anos. Os usuários a partir de 60 anos, que até amanhã podem se vacinar contra a gripe e se proteger também de suas complicações, responderam por 10%.

Apesar de grande, a variação é considerada normal. Em anos anteriores o volume de atendimentos no inverno chega a triplicar com relação ao verão. "O organismo estranha a queda de temperatura e as pessoas tendem a compartilhar ambientes fechados com muita gente, o que deve ser evitado. Os espaços, principalmente onde exista aglomeração de pessoas, devem estar sempre arejados. Deixem que o ar circule nas casas, nas escolas e nos ambientes de trabalho", diz Ducci, que também é pediatra com área de atuação em Pneumologia Infantil.

Além da ventilação, orienta Ducci, é importante que os doentes bebam bastante líquido, consumam alimentos leves, usem lenços descartáveis e, depois de usá-los, lavem bem as mãos. O objetivo dessas condutas é prevenir que vírus e bactérias se espalhem pelo ambiente. As dicas são essenciais para prevenir também as meningites.

Outra providência importante é tomar as vacinas autorizadas pelo Ministério da Saúde e que também são oferecidas pela rede municipal de saúde de Curitiba. É o caso das vacinas Tríplice Viral (contra rubéola, caxumba e sarampo, que também tem repercussões respiratórias) e Tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae do tipo B), para as crianças, e a da gripe, para os idosos.

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