Chefões de máfias de caça-níqueis no Rio irão para RDD

Por ordem da Justiça Federal, os contraventores Fernando de Miranda Iggnácio, Rogério de Andrade Costa e Silva e Paulo César Pereira do Nascimento, principais chefões das máfias de caça-níqueis que atuam no Rio, e mais três comparsas, todos presos em delegacias, serão transferidos para presídios e submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Escutas telefônicas feitas na investigação federal mostraram que, mesmo detidos, eles continuavam a comandar suas organizações criminosas.

A Polícia Federal quer aproveitar a ordem judicial e retirá-los de vez do Rio, onde a briga das quadrilhas rivais, pela "herança criminal" do bicheiro Castor de Andrade, já provocou mais de 50 mortes. Os seis fazem parte do grupo de 43 acusados de participar das máfias dos caça-níqueis.

Ontem, o Ministério Público do Rio (MPE) obteve o bloqueio de R$ 5,770 milhões depositados em duas contas correntes de Carmem Lúcia de Andrade, filha de Castor de Andrade, e do marido Iggnácio. Na sexta-feira, Carmem tentou, sem sucesso, remeter os recursos para o exterior. Diante da recusa do banco em fazer a operação, solicitou o saque em dinheiro. Por causa do valor, o banco consultou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que acionou o MPE.

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