Chefe de polícia é inocentado no caso Jean Charles

O chefe da polícia de Londres foi declarado inocente das acusações de ter mentido sobre o caso da morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, segundo informações do jornal britânico The Times deste sábado. O brasileiro, de 27 anos, morreu no dia 22 de julho de 2005, em uma estação de metrô do sul de Londres.

Ian Blair, agente da Polícia Metropolitana de Londres, a Scotland Yard, foi informado através de uma carta que não há evidências de que ele deu informações erradas sobre o caso Jean Charles.

O diário informou que Blair pode enfrentar resistência quando um relatório que investiga suas declarações for divulgado, no início de 2007.

Blair chegou a reconhecer que cometeu um "erro grave" quando afirmou que Jean Charles tinha tentado saltar a catraca do metrô para escapar da polícia, antes dos disparos serem feitos.

Richard Offer, porta-voz da Comissão Independente da Polícia, não quis comentar o caso. Porém, afirmou que o documento poderia ser contestado e criticado. "O relatório ainda não está completo esperamos que ele seja publicado em 2007", afirmou Offer.

Jean Charles foi atingido por sete balas no metrô de Londres. A polícia suspeitava que ele pudesse ser um terrorista. A morte do brasileiro aconteceu duas semanas depois que quatro homens-bomba deixaram 52 mortos em três linhas do metrô e em um ônibus na cidade; e um dia depois de novos atentados terem sido frustrados pela polícia local.

O primeiro-ministro Tony Blair pediu desculpas pela morte do brasileiro e reconheceu que ele tinha sido confundido com um suposto terrorista. No dia 17 de julho, promotores anunciaram que nenhum dos envolvidos no caso seria indiciado pelos disparos. Entretanto, a Scotland Yard é acusada de ter violado as leis de segurança britânicas.

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