O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, avisou ao embaixador dos Estados Unidos no país que ele pode ser convidado a deixar o território venezuelano se continuar com as cobranças de indenizações a companhias e investidores norte-americanos afetados pela nacionalização de empresa de telefonia venezuelana.

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"Se você continuar se intrometendo nos negócios da Venezuela acima de tudo estará violando acordos de Genebra e, então, se envolvendo em sérias violações, o que pode fazer com que se transforme em ‘persona non grata’ e tenha de deixar o país", afirmou Chávez ontem, logo após o embaixador William Brownfield pedir a compensação a empresas e investidores norte-americanos afetados pela nacionalização.

Em entrevista à rede de notícias Rádio União, o diplomata disse que a planejada estatização da Companhia Anônima Nacional de Telefonia da Venezuela (CANTV) deve ocorrer de "maneira transparente, legal e oferecendo compensação justa e rápida às pessoas e aos prejudicados".

A CANTV é dirigida pela corporação internacional Verizon Communications Inc., que possui uma participação de 28,5%, Telecom Espanha, que tem 6,9% das ações, e o governo, que possui 6,6%. Trabalhadores mantêm outros 7,4% dos títulos das empresa. Chávez, que se declara um "revolucionário", disse que está caminhando a Venezuela rumo ao socialismo e que pretende nacionalizar, de forma imediata, a companhia telefônica, afirmando que não pagará os preços de cotação das ações no mercado.

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Brownfield, no entanto, expressou na entrevista seu otimismo à respeito de uma compensação justa aos acionistas da CANTV. "Eu imagino que pode ser um processo que chegue a uma conclusão satisfatória para todos, essa é minha esperança e a de todos os envolvidos", disse o embaixador.