As investigações do governo federal sobre as denúncias de corrupção em estatais levaram a 47 exonerações e afastamentos de dirigentes e servidores que ocupavam funções estratégicas nas empresas.

Além disso, foram instauradas 18 sindicâncias e processos disciplinares e há a demanda para a abertura de mais 46. As informações constam do relatório das investigações feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) e envolvem diretores, assessores e funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), do Instituto Brasil de Resseguros (IRB), de Furnas, entre outras estatais.

O relatório entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da CGU, Waldir Pires, no último sábado, é um balanço dessas investigação. Para o ministro, a divulgação do relatório é uma resposta à sociedade sobre as apurações das denúncias.

"Queremos dizer à sociedade: vamos todos defender juntos o dinheiro público, porque esse dinheiro é de vocês e ninguém tem o direito de brincar com isso. Não é uma vantagenzinha, nem um ato de sabedoria saber que existe desvio de dinheiro público e ficar calado, cúmplice disso", disse o ministro.

O relatório inclui os resultados do terceiro bloco de auditorias feitas nos Correios e um balanço das investigações no Instituto Brasil de Resseguros, Banco do Brasil, Furnas, Banco do Nordeste, Infraero e Fundos de Pensão de estatais como Eletronuclear (Núcleos) e Real Grandeza (Furnas).

O ministro Waldir Pires informou que os relatórios foram entregues, também, ao Ministério Público Federal, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, à Polícia Federal, à Advocacia Geral da União (AGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU). "Estamos realizando um tipo de trabalho que vai até as conseqüências finais, buscando que o controle seja um acompanhamento eficaz da aplicação do dinheiro público", disse.

Waldir Pires disse ainda que a população pode fazer denúncias diretamente à CGU ou ao Ministério Público.