A cesta básica de Ponta Grossa registrou em julho a maior alta dos últimos 17 meses, com um índice de 7,49%. Segundo levantamentos do Centro de Estudos e Pesquisas Rouger Miguel Vargas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O custo dos 29 produtos que compõem a pesquisa saltou de R$ 208,05, em junho, para R$ 223,64 no mês passado, gerando uma diferença de R$ 15,59.

Até então, a maior variação positiva pertencia a março de 2001, quando o Índice Cesta Básica (ICB) registrou alta de 5,20%. Na época, a aquisição de todos os produtos da cesta representava uma despesa de R$ 194,10. O déficit em relação ao salário mínimo vigente (R$ 180,00), foi de 7,83%.

No último mês, com o mínimo de R$ 200,00, uma família com renda mínima precisaria de um aumento salarial de R$ 11,82% para o consumo integral da cesta. No caso de famílias com renda de dois, três, quatro e cinco salários mínimos, as despesas com alimentação, higiene e limpeza consumiriam 55,91%; 37,27%, 27,95% e 22,36% de seus vencimentos.

O ICB é levantado mensalmente pelo Centro de Estudos e Pesquisas da UEPG, tomando por base os preços praticados na primeira semana de cada mês, em comparação com o mesmo período do mês anterior. Apesar de apresentar reflexos da instabilidade financeira, os técnicos da universidade alertam que o índice não deve ser confundido como aferidor de inflação, que é calculado a partir de outros fatores econômicos.

A pesquisa verifica os preços médios de 29 produtos, divididos em cinco grupos: alimentação geral, hortifrutigranjeiros, carne, higiene e limpeza. Em julho, 21 itens tiveram os preços majorados, enquanto apenas 8 sofreram redução.

O grupo hortifrugrajeiros, com elevação de 14,41%, teve maior influência na alta do ICB. Entre os produtos dessa seção, o tomate registrou a maior variação positiva, 42,38%, enquanto o alho teve a maior queda, 3,13%.

Também em alta, o item alimentação geral apresentou índice de 7,10%, com variação positiva para o pão 14,10% e variação negativa para o café 2,27%. Aumentos também no açougue, 7,90%, com elevação de 13,40% no preço da carne de frango e 4,99% para a carne bovina.

Entre os produtos de higiene, a alta foi de 2,88%, com maior variação positiva para o sabonete, 6,04%, e menor para o dentifrício, 1,01%. O grupo limpeza foi o único a apresentar-se em baixa, 3,52%, registrando aumento no preço da água sanitária, 7,96% e retração no preço do sabão em pó, 8,77%.

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