O Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) começa a partir desta segunda-feria (27) a processar as amostras do material colhido durante a necropsia de animais sacrificados nas sete propriedades do Paraná reconhecidas como focos de febre aftosa pelo Ministério da Agricultura. O trabalho será feito pela pesquisadora do Panaftosa, Rossana Allende, que acompanhou a necropsia de 21 animais realizada no Estado.

Durante o processamento do material, serão feitos os testes para detectar material genético do vírus da febre aftosa. Também serão realizadas as provas de isolamento viral. O objetivo é isolar o vírus da doença, como também vírus de outras doenças que podem ser confundidas com a febre aftosa. Entre elas, estão a estomatite vesicular, a língua azul, a Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR) e a Diarréia Viral Bovina (BVD).

A coordenadora do Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti, Ana Beatriz de Oliveira, ainda informou que o soro colhido será utilizado em dois exames (Elisa 3ABC e EITB) para verificar se os anticorpos encontrados são provenientes da febre aftosa ou da vacina contra a doença, aplicada nos rebanhos. ?O soro vai ser usado como amostra comparativa com os exames realizados anteriormente?, explicou.

Os resultados das necropsias poderão sair somente em 90 dias. ?Isso porque dependem de sucessivas passagens em cultivos celulares, o que demanda tempo para se chegar a um diagnóstico definitivo?, afirmou Oliveira.