Porto Alegre – O Centro de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, em parceria com o Ibama e Ministérios da Agricultura e Saúde, começou a coletar nesta terça-feira (7) soro de aves, mosquitos e outros insetos no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em Mostardas, no sul do estado, para se certificar da presença de quase 20 tipos de arboviroses (viroses transmitidas de um hospedeiro para outro por meio de mosquitos).

O trabalho é para evitar a entrada de doenças no país, principalmente da Febre do Oeste do Nilo. O Parque da Lagoa do Peixe, localizado a 120 km de Porto Alegre – com áreas de matas, banhados e uma lagoa de 40 quilômetros de extensão e 1,5 km de largura – é um dos maiores santuários de aves migratórias do Hemisfério Sul.

?No local existem mais de 200 espécies de aves, que migram de outras regiões, sendo que 26 delas vêm do Hemisfério Norte?, informa o biólogo da Vigilância Ambiental em Saúde, Edmilson Santos, que coordena a segunda inspeção realizada este ano no parque (a primeira foi em julho). Ele disse que as arboviroses podem chegar ao homem pelo mosquito que tenha picado um animal infectado.

?Como a Lagoa do Peixe recebe muitas aves de outros continentes, é necessário realizar um controle sorológico rigoroso para evitar riscos para a população?, explicou o biólogo.

A primeira etapa do trabalho termina na próxima sexta-feira (10). O material coletado pelos técnicos será enviado para análise no Instituto Evandro Chagas, do Pará.