O governo só deverá iniciar em novembro um processo que deveria estar na rua desde março: a ampliação da Central de Risco de Crédito do Banco Central. Trata-se de um gigantesco banco de dados que as instituições podem consultar para saber qual é o risco de emprestar.

Hoje, o sistema capta operações acima de R$ 5 mil. A idéia é incluir aquelas de até R$ 3 mil numa primeira etapa, chegando às operações de R$ 1 mil. A medida faz parte do pacote anti-spread, anunciado em setembro, e busca reduzir o custo do crédito. Hoje, na dúvida, as instituições financeiras embutem no juro um adicional alto para cobrir esse risco.

O BC afirma que o adiamento ocorreu por "problemas operacionais". O órgão admite que subestimou o tamanho do sistema necessário para promover a ampliação. Além disso, os bancos, principalmente os pequenos, estariam com dificuldades em abastecer a central com as novas informações.

Entre as medidas que ainda não foram implementadas está o Cadastro Positivo, uma lista de bons pagadores. Segundo o Ministério da Fazenda, o texto da Medida Provisória está na Casa Civil. No fim do ano passado, a Fazenda anunciou duas vezes que o projeto estaria ganhando as ruas rapidamente, o que não aconteceu. O governo tinha incluído a MP no pacote do spread para agilizar sua aprovação.