Cerca de 100 mil pessoas participaram nesta quinta-feira (16) de um protesto nas ruas de Calcutá, na Índia, contra a sentença de morte emitida contra o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein. Os manifestantes denunciavam o julgamento como farsa e condenavam o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e suas políticas para o Oriente Médio. Um tribunal especial iraquiano sentenciou no começo do mês Saddam Hussein à morte pela matança de cerca de 150 muçulmanos xiitas depois de uma tentativa de homicídio contra ele em 1982.

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Discursando na manifestação, Biman Bose, líder do Partido Comunista da Índia, que convocou o protesto, acusou os EUA de violarem repetidamente a soberania de nações em desenvolvimento. Manifestantes portavam cartazes dizendo "Abaixo George Bush" e "Bush é o maior inimigo da humanidade". A polícia de Calcutá estimou a multidão em 100 mil pessoas.

O Estado de Bengala Ocidental, do qual Calcutá é a capital, é um bastião do Partido Comunista na Índia. Os comunistas têm promovido constantes protestos contra a recente aproximação da Índia com os EUA. "Fechei minha loja e vim para cá por uma grande causa", explicou S. Paul na manifestação. "Temos de resistir à hegemonia americana. Hoje é Saddam Hussein, amanhã pode ser algum outro chefe de Estado".

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