Depois de três dias de investigações, é cada vez maior o mistério em torno da autoria do assassinato de Gabrielli Cristina Eichholz, de um ano e oito meses, ocorrido sábado de manhã em uma Igreja Adventista em Joinville, Santa Catarina. Logo após o crime um suspeito foi detido. Na segunda-feira, um outro suspeito foi localizado em Alegrete, Rio Grande do Sul. Ambos foram liberados.

Por volta das 10h de sábado, Gabrielli havia sido levada à igreja por um casal de primos que morava com sua família. Durante o culto, ela ficou em um espaço destinado às crianças mas, de repente, tinha sumido. Minutos depois foi encontrada dentro do tanque batismal, com sinais de violência sexual e estrangulamento, morrendo a caminho do hospital.

A reconstituição indicou que o crime teria acontecido num banheiro masculino próximo ao altar mas, devido ao alto volume das músicas do culto, ninguém ouviu nada. Mesmo havendo cerca de 200 pessoas na igreja, não foi possível apontar o autor da barbárie. Também não se sabe se Gabrielli foi colhida ao acaso por estar perto da porta, ou se a escolha foi intencional.

Segundo o delegado Rodrigo Gusso, o trabalho de ouvir as testemunhas e familiares deverá prosseguir, até porque há contradições entre alguns depoimentos.