Rio, 23 (AE) – Um carro que levava para casa cinco funcionários civis do Arsenal de Marinha, na Ilha das Cobras, caiu na Baía de Guanabara, hoje à tarde. Uma pessoa morreu e outra desapareceu. De acordo com a Marinha, o carro se desgovernou quando estava sobre a ponte que liga a ilha ao 1.º Distrito Naval, no continente, por volta das 17 horas. O Pointer atravessou a grade de proteção, despencando de uma altura de oito metros. Após cair sobre pedras, o veículo afundou na baía. A profundidade da água no local é de dez metros. A ponte tem duas pistas e velocidade máxima permitida de 30 km/h.

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Apoiados por três lanchas do Corpo de Bombeiros e botes, oito mergulhadores da Marinha participaram das buscas, que prosseguiram à noite com holofotes. Primeiro, eles encontraram o carro, mas não havia ninguém dentro. Por volta das 20h30, o corpo de João Batista Neto, o motorista, foi localizado por um mergulhador no fundo da baía, perto do local onde estava o veículo.

Três pessoas que estavam no carro conseguiram escapar quebrando os vidros das janelas. Elas foram atendidas no hospital do arsenal, com hematomas, mas passam bem. Seus nomes não foram divulgados. Pessoas que passavam pelo local na hora do acidente chegaram a se jogar na água para ajudar as vítimas. A Marinha, porém, informou que não há testemunhas.

Às 23 horas, o capitão-de-corveta Macedo Júnior, encarregado do setor de Comunicação Social do distrito, disse que as buscas não seriam interrompidas até que o homem desaparecido, identificado como Paulo Santos de Souza, fosse encontrado.

O militar afirmou que o acidente ocorreu quando os funcionários tinham acabado de encerrar o expediente e negou que tivessem participado de qualquer confraternização na qual pudessem ter consumido bebidas alcoólicas. Hoje foi o último dia de trabalho no arsenal antes do recesso de fim de ano, que vai até 3 de janeiro. "Não sabemos ainda o motivo pelo qual o carro se desgovernou.

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Isso vai ser apurado no Inquérito Policial Militar que investigará o acidente", disse Macedo Júnior.

Em 2000, o submarino Tonelero, atracado no cais do Arsenal de Marinha havia dois meses para reparos, afundou às 23 horas da véspera de Natal.

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Um erro no acionamento de uma válvula provocou o alagamento nos compartimentos do submarino, que foi abandonado pelos nove tripulantes.

O Tonelero era o mais antigo submarino em atividade da frota brasileira e estava avaliado entre US$ 120 milhões e US$ 150 milhões.