Numa cerimônia prestigiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por políticos de vários partidos, tomou posse hoje como ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) a jurista mineira Cármen Lúcia Antunes Rocha. Segunda mulher a ocupar uma cadeira no STF, Cármen Lúcia tem forte atuação na área social

Nomeada por Lula para o Supremo, ela defendeu recentemente o programa Fome Zero e disse que as decisões judiciais têm de ser compreendidas por toda a população. "Toda vez que eu der um voto vou pensar se a dona Joana, de Espinosa (sua cidade natal), entenderá", comentou na semana passada

Apesar de elogiar o Fome Zero, ela disse que é necessário dar continuidade ao programa com a formação de pessoal. A ministra afirmou que essa não é uma obrigação exclusiva do governo, mas de toda a sociedade. "A fome dói, é uma indignidade.

Hoje, ela não deu entrevista. A posse foi rápida. Durou cerca de 20 minutos. Conforme manda a tradição, não foram feitos discursos. "Seu histórico profissional, seja como procuradora ou como brilhante professora universitária, nos dá a certeza de que o seu desempenho nesta Corte trará o brilho invulgar da sua inteligência e uma extraordinária capacidade de trabalho", afirmou na solenidade a atual presidente do STF, Ellen Gracie Northfleet

Compareceram à posse ministros de Estado, como Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, governadores, como Aécio Neves, de Minas Gerais, e parlamentares. Antes de integrar o STF, Cármen Lúcia foi procuradora do Estado de Minas Gerais. No governo Itamar Franco, ela ocupou o cargo de procuradora-geral.