A Comissão de Segurança Pública da Câmara decidiu formar um grupo para mediar a tensa negociação entre o governo e a Polícia Federal, que pleiteia reajuste de 30% e ameaça ?greve geral sem precedentes?. O grupo vai cobrar posição do Ministério da Justiça, ao qual a PF está subordinada, e do Ministério do Planejamento.

A criação da equipe foi anunciada pelo deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da Comissão de Segurança, que recebeu dirigentes das entidades da PF. Eles acusam o governo de não cumprir acordo salarial e pedem a intervenção da Câmara para ?resgatar a honra dos policiais? e evitar o desencadeamento da greve. A paralisação, marcada para dia 18, quando os federais planejam uma marcha na Esplanada dos Ministérios, pode levar novo caos aos aeroportos. Em carta aos deputados, os federais salientam que, nos últimos quatro anos, outras carreiras típicas de Estado tiveram reajustes que variaram entre 130,68 % e 311,73 %. A PF, em 12 anos, teve recomposição ?pouco superior a 40%?.

Além de Campos, outros dois deputados, Paulo Pimenta (RS) e Paulo Rubem Santiago (PE), do PT, devem integrar o grupo. ?O governo precisa evitar uma nova crise?, disse Campos. ?O compromisso (do governo) é oficial e documentado, não são palavras jogadas ao vento.? .