No depoimento que presta neste momento à CPI dos Bingos, o advogado Rogério Buratti negou a acusação feita por dirigentes da multinacional Gtech do Brasil, de que em 2003 teria cobrado propina de R$ 6 milhões para intermediar a renovação do contrato da empresa com a Caixa Econômica Federal.

Buratti disse que ocorreu o contrário e que a Gtech é que fez a proposta de contratá-lo como lobista para melhorar os termos do contrato, aumentando a sua duração e reduzindo o desconto a ser dado à CEF .

Em troca, ele receberia rendimentos entre R$ 500 mil a R$ 16 milhões, dependendo dos termos da negociação. Buratti disse ainda que no dia 11 de abril de 2003, representantes da Gtech o procuraram na empresa Leão Leão, em Ribeirão Preto, mas que ele não estava lá.

Segundo o advogado, os representantes da multinacional pareciam "desesperados" quando o procuraram, alegando que a permanência da empresa no Brasil e na América Latina dependeria da renovação desse contrato. A versão do depoente, porém, aparentemente não convenceu os senadores.

O relator Garibaldi Alves achou estranho Buratti dizer inicialmente que saiu de Ribeirão Preto para evitar constrangimento a pessoas que não mais o procuravam, depois de ter sido envolvido em um inquérito, em 1994 e que depois disso tenha sido procurado por uma multinacional para intermediar um contrato desse porte.

O advogado disse,porém, que aceita fazer uma acareação com o diretor da Gtech, Marcelo Rovai e com o ex-presidente da empresa, Antonio Carlos Lino Rocha, que o acusaram de cobrar propina, no depoimento feito à CPI, na última quinta-feira.