Brasileiros em áreas de conflito têm dificuldade de votar

Rio – Atualmente, há 93 zonas eleitorais no exterior, sendo que algumas delas abarcam mais de um país. Para estas eleições, ainda não foi definido o número de locais de votação, mas o objetivo da Zona Eleitoral do Exterior é criar o maior número possível dessas seções eleitorais.

O problema é organizar essas seções, uma vez que a criação destes locais de votação depende de requisitos como a existência de uma representação consular brasileira na região e de um mínimo de 30 eleitores. Em algumas áreas, questões políticas podem tornar ainda mais difícil o planejamento da Zona do Exterior.

Na Cisjordânia, por exemplo, há 800 eleitores inscritos para votar nessas eleições. Na área conflagrada, onde judeus e palestinos lutam há anos, os brasileiros pediram a criação de seções eleitorais na cidade de Ramallah e da mudança de dados em seus títulos de eleitor. No campo "zona eleitoral" do documento, eles solicitaram que constasse "Territórios Palestinos Ocupados", em vez de "Israel".

Os motivos: dificuldades para se cruzar as fronteiras que dividem áreas palestinas e israelenses e o temor de que fossem vítimas de incidentes no dia das eleições. "Já determinamos a mudança e isso foi encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE/DF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Vamos ver se é possível ainda fazer essa mudança", diz o titular da Zona Eleitoral do Exterior, juiz João Luis Fischer Dias.

Os brasileiros que estão fora do país têm apenas o direito de votar na eleição para presidente, não podendo participar dos pleitos para governos de estados, prefeituras ou câmaras legislativas.

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