Brasileiros deixam de votar em 16 países

Brasília – Um total de 274 brasileiros, residentes em 16 diferentes países, não puderam votar no primeiro turno das eleições por falta do número mínimo de eleitores necessário para a abertura de uma seção eleitoral (30). Os brasileiros impedidos de votar residem em países africanos, asiáticos, europeus e na América Central. São eles: Argélia, Gana, Líbia, Namíbia e Zimbabwe, Irã, Kuwait, Paquistão e Vietnam, Bulgária, Sérvia (ex-Iugoslávia), Turquia e Ucrânia, Barbados, Jamaica e Trinidad y Tobago.

Participaram do pleito 41.388 eleitores de 77 países, em seções eleitorais montadas em 71 nações. Estavam aptos a votar 86.359 cidadãos brasileiros estavam aptos a votar. Não compareceram às urnas 44.697 eleitores.

Os residentes no exterior puderam votar apenas para presidente. Entre os 41.388 votos apurados, 39.077 foram válidos, 1263 brancos e 1048 nulos. O candidato Geraldo Alckmin, da coligação Por um Brasil Decente (PSDB/PFL), obteve 17.513 votos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da coligação A Força do Povo, recebeu 15.551 votos.

Entre os cinco maiores colégios eleitorais no exterior, o candidato Geraldo Alckmin venceu em nos Estados Unidos, no Canadá e na Alemanha. Lula teve mais votos em  Portugal e na Itália. Lula venceu Alckmin na maioria dos países africanos.

Nos Estados Unidos, maior colégio eleitoral no exterior, foram contabilizados 13.760 votos. O menor colégio eleitoral brasileiro do mundo é Emirados Árabes, onde apenas 8 brasileiros votaram.

Para adquirir o direito de voto, o brasileiro residente no exterior deve requerer sua inscrição ao juiz da Zona Eleitoral no Exterior até 151 dias antes ao pleito.

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